sexta-feira, 23 de março de 2012

Ao olhar que me leva


Ao olhar que me leva

Irei insistir na minha resistência a te olhar
Ele me fascina, me faz perder o ar
Insolitamente cantando o luar nesta noite
pertenço ao destino e seu açoite
que de me iludir e entristecer foi enegrecendo meu viver
e quem me dera um dia poder morrer junto ao corpo teu
pois só assim ficarei satisfeito que mesmo no purgatório de nossos desejos ainda serei seu

Luan Assis
24/04/2012









sábado, 10 de março de 2012

Aquela que não pertenço e amo








Eu não pertenço aos seus pertences sentimentais,


você enganou a minha esperança e como um lápis quebrado meu usou com violência
Fale pelo nariz, e respire pela boca, ingratidão efêmera!


Venha me despir para a última noite de nossas vidas sua louca destemida
Iremos rir depois que lembrarmos do que fizemos
Cala-te voluptuosa, começou a missa de domingo


então...Oremos...

Luan Assis
11/03/2012

Lapide-se



Se não tivéssemos desafios a enfrentar, talvez nunca teríamos conhecimento do que é perseverar e ter competência para seguir em frente.
Não esmoreça, não amoleça, seja forte e brilhante, lapide a sua brutalidade para ser mais radiante que um diamante!!! Não estamos sozinhos neste Universo.


Luan Assis
11/03/2012

terça-feira, 6 de março de 2012

Mudante



Mudante

Fazer as malas
Mudar de rumo
Irei ver se me aprumo
Nesta nova forma de prosar

Posso me hospedar no lero
Uma vida nova é o que eu quero
Distante do velho, e das falsas ambições

Deixei corações para trás
E isso no fundo me deixa em paz
pois ainda existo na lembrança
e OLHE! não sou mais criança
no berço não pretendo mais ficar

Não olho para trás com pesar
Ao destino entrego às falas
no meio da estrada, sozinho e com malas

Luan Assis

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

O pai da semente que fui




O pai da semente que fui

Óh, deixei de acreditar que o tempo pudesse te mudar
em vão fui me afastando do teus braços que me ajudaram a levantar tantas poucas vezes
tanto tive que cair, que me cansei de ressurgir
fui a criança frágil, que lia, desenhava e mal atrás da bola corria, e por não ser o que queria eu sofria
fui o adolescente rebelde, e sem querer, sua rebeldia em mim fiz nascer
o pai da semente que fui, se distancia,
e na minha vida cria, uma lacuna vazia
não preciso mais dos teus braços, eles já germinaram em raízes fortes e já me sustento!
não preciso mais cair, pois firme permaneço com meu tronco é firme e pode resistir!
Me dói  ter sido um dia semente, se nem da arvore que fui estou na mente...

Luan Assis
23/02/2012

terça-feira, 31 de janeiro de 2012


"Amar não é aceitar tudo. Aliás: onde tudo é aceito, desconfio que haja falta de amor." (Vladimir Maiakovski)





Cores da tarde

As cores da tarde evoluem quando as estações passam no metrô, mergulho sem ver a luz pelo vidro da janela e em poucos instantes o amarelo vívido me invade.
A cidade está toda amarela pois o sol se despede e amarelado sorri para todos se despedindo de mais um dia de trabalho árduo, eu vou me despedindo e murchando minha "solaridade", todos se despedem de suas atividades estressantes, prazerosas, felizes ou infelizes e vão para casa se entregar ao fim de mais um dia...e pobre da dona lua que as vezes não é percebida pelos filhos do sol...que adormecem cansados